Releitura da Biblioteca
Nacional A Biblioteca Nacional do Brasil, considerada pela
UNESCO uma das
dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, é
também a maior biblioteca da América Latina.
O núcleo original de seu poderoso acervo
calculado hoje em cerca de nove milhões de itens é
a antiga livraria de D. José organizada sob a
inspiração de Diogo Barbosa Machado, Abade de
Santo Adrião de Sever, para substituir a Livraria Real, cuja
origem remontava às coleções de livros
de D. João I e de seu filho D. Duarte, e que foi consumida
pelo incêndio que se seguiu ao terremoto de Lisboa de
1º de novembro de 1755.
O
início do itinerário da Real Biblioteca no Brasil
está ligado a um dos mais decisivos momentos da
história do país: a transferência da
rainha D. Maria I, de D. João, Príncipe Regente,
de toda a família real e da corte portuguesa para o Rio de
Janeiro, quando da invasão de Portugal pelas
forças de Napoleão Bonaparte, em 1808.
O acervo trazido para o Brasil, de sessenta mil
peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e
medalhas, foi inicialmente acomodado numa das salas do Hospital do
Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro
de Março. A 29 de outubro de 1810, decreto do
Príncipe Regente determina que no lugar que serviu de
catacumba aos religiosos do Carmo se erija e acomode a Real Biblioteca e
instrumentos de física e matemática, fazendo-se
à custa da Fazenda Real toda a despesa conducente ao arranjo e
manutenção do referido estabelecimento. A data de
29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da
fundação da Real Biblioteca que, no entanto,
só foi franqueada ao público em 1814.
Quando, em 1821, a Família Real regressou a
Portugal, D. João VI levou de volta grande parte dos
manuscritos do acervo. Depois da proclamação da
independência, a aquisição da Biblioteca
Real pelo Brasil foi regulada mediante a
Convenção Adicional ao Tratado de Paz e Amizade
celebrado entre o Brasil e Portugal, em 29 de agosto de 1825.
Administrativamente a Biblioteca Nacional esteve
subordinada ao antigo Ministério do Interior e
Justiça, depois ao Ministério da
Educação e Saúde. Com a
criação do Ministério da
Saúde, ela passou integrar o Ministério da
Educação e Cultura. Em 1981, o
órgão passou à
administração indireta, fazendo parte da
Fundação Nacional
Pró-Memória, até o ano de 1984, quando,
junto com o Instituto Nacional do Livro, passou a constituir a
Fundação Nacional Pró-Leitura. Em 1990 a
Biblioteca Nacional, com sua biblioteca subordinada, a Euclides da
Cunha, do Rio de Janeiro, e o Instituto Nacional do Livro, com sua
Biblioteca Demonstrativa, de Brasília, passaram a constituir a
Fundação Biblioteca Nacional (FBN). A partir de
2004, através do seu atual estatuto, Decreto n. 5.038 de 7 de
abril de 2004, é composta por um Presidente, nomeado pelo
presidente da República, um diretor executivo, e seis
Diretores à frente de dois centros: Centro de Processos
Técnicos e Centro de Referência e
Difusão e quatro Coordenadorias-gerais: de Planejamento e
Administração, Pesquisa e
Editoração, Livro e Leitura e Sistema Nacional de
Bibliotecas Públicas.
A FBN possui
ainda um Escritório de Direitos Autorais para registro e
averbação de direitos de autor e também
é a Agência Nacional do ISBN (International
Standard Book Number). Como tal, ela coordena e incentiva o uso do
sistema internacional de numeração de livros e
atribui códigos às editoras e às
publicações nacionais para efeito de
divulgação e
comercialização.
A
Fundação Biblioteca Nacional é a
única beneficiária da Lei 10.994 de 14 de dezembro
de 2004, que dispõe sobre a remessa de obras à
Biblioteca Nacional. O principal objetivo da lei do Depósito
Legal é assegurar o registro e a guarda da
produção intelectual nacional, além de
possibilitar o controle, a elaboração e a
divulgação da Bibliografia Brasileira corrente,
bem como a defesa e a preservação da
língua e da cultura nacionais. Hoje, para efeito de
Depósito Legal, entende-se por
publicação toda obra registrada, em qualquer
suporte físico, destinada à venda ou
distribuição gratuita.
É através do cumprimento da lei do
Depósito Legal, que a Biblioteca Nacional, ao receber um
exemplar do que se publica no Brasil, vai-se tornando a
guardiã da memória gráfica brasileira. A
lei do Depósito Legal é o mais poderoso auxiliar
da Biblioteca Nacional no cumprimento de sua finalidade de proporcionar a
informação cultural nas diferentes
áreas do conhecimento humano com base na
produção intelectual brasileira e nas obras mais
significativas da cultura estrangeira, que constituem o sempre crescente
acervo bibliográfico e hemerográfico, cujo
conjunto lhe cumpre preservar.
Insere-se a
Biblioteca no conceito de nacional, em
contraposição ao de pública por
apresentar as seguintes características: ser
beneficiária do instituto do Depósito Legal;
possuir mecanismo estruturado para compra de material
bibliográfico no exterior a fim de reunir uma
coleção de obras estrangeiras, nas quais se
incluam livros relativos ao Brasil ou de interesse para o
país; elabora e divulga a bibliografia brasileira corrente
através dos Catálogos em linha,
disponíveis no Portal Institucional (
www.bn.br); é também
o centro nacional de permuta bibliográfica, em
âmbito nacional e internacional.
Sob o
novo estatuto de Fundação, a Biblioteca Nacional
ampliou seu campo de atuação, passando a coordenar
as estratégias fundamentais para o entrelaçamento
de três dos mais importantes alicerces da cultura brasileira:
biblioteca, livro e leitura. Assim a instituição
coordena o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e a
política de incentivo à leitura através
do Proler.
Para garantir a
manutenção de seu acervo, a FBN possui
laboratórios de restauração e
conservação de papel, estando apta a restaurar,
dentro das mais modernas técnicas, qualquer peça
do acervo que precisar desse serviço. Possui
também oficina de encadernação e centro
de microfilmagem, fotografia e digitalização.
Nessa área de conservação de acervo, a
Biblioteca Nacional desenvolve dois planos: O Plano Nacional de
Microfilmagem de Periódicos Brasileiros, com uma rede de
núcleos estaduais de microfilmagem com vistas à
preservação de toda produção
jornalística do país e o Plano Nacional de
Restauração de Obras Raras, cujo objetivo
é identificar e recuperar obras raras existentes,
não só na Biblioteca Nacional, como em outras
bibliotecas e acervos bibliográficos do
país.
Com vistas a consolidar a
inserção da Fundação
Biblioteca Nacional na sociedade da informação,
foi lançado o Portal Institucional (
www.bn.br), permitindo o acesso aos
Catálogos em linha. Em 2006 foi criada a Biblioteca Nacional
Digital concebida de forma ampla como um ambiente onde estão
integradas todas as coleções digitalizadas
colocando a Fundação Biblioteca Nacional na
vanguarda das bibliotecas da América Latina e igualando-a
às maiores bibliotecas do mundo no processo de
digitalização de acervos e acesso às
obras e aos serviços, via Internet.
Principais ColeçõesEntre as coleções incorporadas ao
acervo da Biblioteca Nacional devem ser mencionadas pelo seu valor
histórico e preciosidades as seguintes, entre muitas outras:
- Coleção Barbosa
Machado.
Doada pelo ilustre
bibliófilo, formada de 4.300 obras em 5.764 volumes.
Além de livros, possui estampas e mapas. Barbosa Machado
reuniu preciosa coleção de folhetos raros
relacionados com a História do Brasil e de Portugal e,
reduzindo-os a um só formato para constituir uma
coleção de 85 volumes doou-os, como o resto de sua
biblioteca e com outras coleções
factícias, à Real Biblioteca da Ajuda.
- Coleção Conde da Barca ou
Coleção Araujense.
Adquirida em leilão em 1819, dois anos após a
morte de seu proprietário, Antônio de
Araújo de Azevedo, Conde da Barca. É
constituída de 2.365 obras em 6.329 volumes, em sua maior
parte dos séculos XVIII e XVII. Pertence a essa
coleção o conjunto de estampas Le Grand
Théâtre de l’Univers, reunido em 125
grandes volumes.
- Coleção
De Angelis.
Adquirida em 1853 a Pedro de
Angelis, político e bibliófilo napolitano,
naturalizado argentino. Possui 1.717 obras em 2.747 volumes e 1.295
manuscritos. É do maior interesse para a história
da Província Jesuítica do Paraguai e das
questões de limites na região do Prata.
- Coleção Salvador de
Mendonça.
Doada por Salvador de
Mendonça, cônsul do Brasil em Nova York, em 1884.
Constituem-na 122 obras em 215 volumes, sete manuscritos e numerosas
estampas. Destaca-se, no conjunto, o material referente ao
Domínio Holandês no Brasil, composto de
peças da maior raridade, impressas no século XVII.
- Coleção José
Antônio Marques.
Entre 1889 e 1890, a
Biblioteca Nacional recebeu de João Antônio Marques
uma opulenta coleção formada de 3.920 obras em
6.309 volumes e alguns manuscritos relativos ao Brasil
Colônia. Incluem-se na coleção 323
volumes de edições camonianas, entre as quais a
edição de Os Lusíadas, de 1584, chamada
«dos piscos», considerada raríssima.
- Coleção Thereza
Christina Maria.
Doada em 1891 pelo ex-Imperador
D. Pedro II com o desejo expresso de que conservasse o nome da
Imperatriz. É composta de 48.236 volumes encadernados e
inúmeras brochuras, sem contar folhetos avulsos,
fascículos de várias revistas
literárias e científicas, estampas, fotografias,
partituras musicais e mais de mil mapas geográficos impressos
e manuscritos. Dão cunho especial a essa importante
coleção, a maior recebida pela biblioteca em todos
os tempos, as numerosas dedicatórias autografadas dos
autores ao Imperador e à Imperatriz.
- Coleção Wallenstein.
Constituía o arquivo do diplomata russo Henri Jules
Wallenstein. Com 2.800 documentos, constitui um acervo da maior
importância para a história política,
social e econômica do Brasil no século XIX,
sobretudo para o período da Regência.
- Coleção Benedito Otoni.
Pertenceu ao colecionador e bibliófilo
José Carlos Rodrigues. Por ocasião de sua venda
pública, foi adquirida pelo Dr. Júlio Benedito
Otoni, que a doou integralmente à Biblioteca Nacional, em
1911.
- Arquivo da Casa dos Contos.
Com cerca de 50.000 documentos e muitos
códices, a coleção é
proveniente da antiga Casa dos Contos de Ouro Preto e se completa com
duas outras da mesma procedência que se encontram, uma no
Arquivo Nacional e outra no Arquivo Público de Minas Gerais.
Compreende documentos da administração de Minas
nos séculos XVIII e XIX, com precioso material para o estudo
da história da mineração, quintos,
contrabando de ouro e diamantes, bandeiras e da Inconfidência
Mineira.
- Coleção
Alexandre Rodrigues Ferreira.
Documentação fartamente ilustrada com
desenhos aquarelados de Joaquim José Codina e José
Joaquim Freire, produzida pelo naturalista brasileiro Alexandre
Rodrigues Ferreira relativa à viagem que empreendeu, por
ordem de D. Maria I, pelas Capitanias do Grão
Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá, entre 1783 e
1792. Alfredo do Vale Cabral descreve 51 códices e 11
documentos apensos, pertencentes ao acervo da
Fundação Biblioteca Nacional.

- Biblioteca
Abraão de Carvalho.
Em 1953 recebeu a
Divisão de Música e Arquivo Sonoro a biblioteca
musical de Abraão de Carvalho adquirida pelo Governo Federal e
composta de 17.000 peças. A coleção
é rica em partituras e obras sobre música, algumas
raras dos séculos XVII e XVIII.
Dentro do acervo precioso da Fundação
Biblioteca Nacional merecem especial destaque:
Manuscritos:
- Evangeliário,
século XI–XII. Exemplar em pergaminho com textos,
em grego, dos quatro evangelhos. Letra semi-uncial. É o mais
antigo manuscrito da Biblioteca Nacional.
- Livro
de Horas, século XV. Em latim. Letra gótica.
Pergaminho. Iniciais decoradas a ouro e cores. Contém treze
miniaturas de página inteira e quatro menores, algumas com
vistas do Louvre e de Montmartre. Encadernação do
século XVI, em couro, com motivos geométricos
ornamentando as duas capas. Calendário em francês.

-
Códices sobre administração colonial.
Conjunto de atos dos governadores e capitães-gerais e dos
vice-reis, incluindo correspondência com a Corte.
Séculos XVII–XVIII.
- Mapa
dos confins do Brasil com as terras da coroa de Espanha na
América Meridional (1749). Desse mapa se serviram os
representantes de Portugal e Espanha para a
delimitação dos domínios dos dois
reinos ibéricos na América do Sul, pelo Tratado de
Madrid de 1750. Traz no verso nota explicativa assinada pelo Visconde
Tomás da Silva Teles, Embaixador de Portugal em Madrid, e por
José Carbajal y Alencaster, Ministro da Espanha.
- Partituras originais das óperas de Carlos
Gomes: O Guarani, Fosca, Maria Tudor, Salvador Rosa.
Impressos:
- Bíblia de
Mogúncia (Bíblia Latina), Johann Fust e Peter
Schoeffer, «in vigília assumpcõis
gl’ose virginis Marie», 14 de agosto de 1462, 2v. A
Biblioteca Nacional possui dois exemplares. A Bíblia de
Mogúncia é o primeiro impresso que
contém data, lugar de impressão e nome do
impressor no colofão. Pergaminho, com letras capitais feitas a
mão com tinta azul e vermelha.
-
Grammatica da Língua Portuguesa com os Mandamentos da Santa
Madre Igreja. Lisboa, 1539. Trata-se da cartilha que precede a
Gramática propriamente dita de João de Barros.
É provavelmente o primeiro livro com
ilustrações em xilogravuras, de caráter
didático. Esse exemplar da «Cartinha»
é exemplar único no mundo.
- Os Lusíadas, de Luís de Camões,
Lisboa, 1572. Com a data de 1572 existem duas
edições de Os Lusíadas. Numa delas o
7º verso da primeira estância do Canto I é
«Entre gente remota edificaram», em outra,
considerada realmente a primeira, o verso é «E
entre gente remota edificaram». A Biblioteca Nacional possui a
edição chamada Edição E e,
ou seja a primeira das duas de 1572.
- Cultura e
opulência do Brasil por suas drogas e minas..., de
André João Antonil. Lisboa 1711. Conhecem-se
apenas seis exemplares dessa obra, apreendida pelo Governo
Português, porque divulgava riquezas do Brasil e o caminho
para as minas de ouro recém-descobertas.
- Relação da entrada que fez o
excelentíssimo e reverendíssimo senhor D. Fr.
Antonio do Desterro Malheyro, Bispo do Rio de Janeiro em o primeiro dia
deste presente anno de 1749... Folheto de autoria de Luís
Antônio Rosado da Cunha, considerado a primeira obra impressa
no Brasil.(Rio de Janeiro, na Segunda Officina de Antonio Isidoro da
Fonseca, Anno de MDCCXLVII). Embora o início da imprensa no
Brasil date, oficialmente, de 1808, este documento prova que tal
atividade já havia sido exercida anteriormente.
- Messiah an oratorio in scores as it was originally
perfor’d de Handel. Exemplar da primeira
edição do Messias, de Haendel, publicada em
Londres em meados do século XVIII.
-
Il dissoluto punto o sia Don Giovann, de Mozart. Exemplar da primeira
edição da famosa ópera publicada em
Leipzig, em 1801.
- Correio Brasiliense, primeiro
jornal brasileiro. Publicado em Londres de 1808 a 1822 por
Hipólito José da Costa. Defendia a
união monárquico-constitucional do
Império Luso-Brasileiro, só aderindo à
Independência em julho de 1822. Combatia a
opressão, a corrupção e a
ignorância. É uma fonte para estudos
históricos, políticos, sociais
econômicos e literários.
Estampas e Desenhos Originais:
-
Estampas originais de famosos mestres das escolas européias,
destacando-se, entre muitos, Albrecht Dürer, Stefano della
Bella, Jacques Callot, Marco Antonio Raimondi e Manuel Marques Aguiar.
Estampas originais de artistas brasileiros, como: Osvaldo Goeldi, Carlos
Oswald, Iberê Camargo e outros.
-
Estampas dos gravadores portugueses da Oficina Tipográfica,
Calcográfica e Literária do Arco do Cego, de
Lisboa. A FBN possui muitas das chapas originais em cobre. Em 1858 a
biblioteca foi instalada num prédio na Rua do Passeio, onde
hoje se encontra a Escola de Música da Universidade Federal
do Rio de Janeiro. Em 1902, no número 24 dos Anais da
Biblioteca Nacional, o Diretor Manuel Cícero Peregrino da
Silva expunha a seus superiores, em relatório anual, a
necessidade de um prédio novo para acolher o sempre crescente
acervo da Biblioteca Nacional.

O
prédio atual da Fundação Biblioteca
Nacional teve sua pedra fundamental lançada em 15 de agosto
de 1905 e foi inaugurado cinco anos depois, em 29 de outubro de 1910. O
prédio foi projetado pelo General Francisco Marcelino de
Sousa Aguiar, e a construção foi dirigida pelos
engenheiros Napoleão Muniz Freire e Alberto de Faria.
Integrado à arquitetura da recém-aberta Avenida
Central, hoje Avenida Rio Branco, o prédio é de
estilo eclético, em que se misturam elementos
neoclássicos. As instalações do novo
edifício correspondiam na época de sua
inauguração a todas as exigências
técnicas: pisos de vidro nos armazéns,
armações e estantes de aço com
capacidade para 400.000 volumes, amplos salões e tubos
pneumáticos para transporte de livros dos armazéns
para os salões de leitura.
Em meio
à fachada principal, o edifício possui um
pórtico com seis colunas coríntias, que sustentam o
frontão ornamentado por um grupo em bronze, tendo ao centro a
figura da República, ladeada por alegorias da Imprensa,
Bibliografia, Paleografia, Cartografia, Iconografia e
Numismática. O conjunto foi executado de acordo com maquete
do artista nacional Modesto Brocos. Do lado direito da Portada, uma
estátua de bronze, de Corrêa Lima, representa a
Inteligência; uma outra, do lado esquerdo, da autoria de
Rodolfo Bernardelli, representa o Estudo. Na parte superior da fachada,
de cada lado do tímpano, vêem-se, em bronze, os
anos da fundação da Biblioteca MDCCCX, e da
inauguração do prédio, MCMX.

No
saguão há, à direita e à
esquerda, dois painéis do pintor norte-americano George
Bidddle e dois baixos-relevos em bronze de sua esposa, a escultora
Helena Sardeau Biddle. Essas obras de arte constituem oferta do governo
dos Estados Unidos da América ao Brasil e foram inauguradas
no dia 8 de dezembro de 1942. As escadas internas são de
mármore com gradil de proteção em
bronze com tratamento de pátina preta e friso formando o
corrimão em latão dourado polido. No patamar do
lance de escada entre o segundo e o terceiro andar, localiza-se o busto
em mármore de D. João VI, esculpido em Roma, em
1814, por Leão Biglioschi e que pertenceu à Real
Biblioteca.

Sob a
clarabóia em vitral colorido, do saguão, e como
que a sustentando, vêem-se 12 cariátides em
gesso.Todo o conjunto do edifício é encimado por
quatro clarabóias com vitral colorido; uma no
zimbório central sobre o saguão; uma sobre a ala
lateral dos armazéns de livros (à esquerda); outra
sobre a ala lateral dos armazéns de periódicos
(à direita), a quarta localiza-se sobre o salão da
Divisão de Obras Raras. São dignos de nota os
painéis assinados por artistas de renome, que decoram o
terceiro e o quarto pavimentos. No terceiro, na Divisão de
Obras Raras, antigo salão geral de leitura, encontram-se
painéis de Rodolfo Amoedo, A Memória e A
Reflexão, e de Modesto Brocos, A
Imaginação e A Observação.
No quarto andar, onde se localiza o Gabinete da Presidência,
encontram-se mais quatro painéis, dois de Henrique
Bernardelli, O Domínio do Homem sobre as Forças da
Natureza e A Luta pela Liberdade, e dois de Eliseu Visconti, O
Progresso e A Solidariedade Humana. Em espaço do andar
térreo (ou primeiro andar) com aceso pela Rua
México foi inaugurado no ano de 2000 um moderno
auditório que levou o nome de Machado de Assis e uma galeria
para exposições com os requisitos ideais de luz e
temperatura. Esse espaço foi inaugurado com a
magnífica exposição "Brasil 500 anos na
Biblioteca Nacional.
